quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A ESCALA IFRAO


Um artigo muito interessante sobre a escala IFRAO criada pelo "terrível" Bednarik:
http://sites.google.com/site/aparperu/home/reportes-articulos-reports-articles/escala-ifrao-1

APETITE PELA FOME


* O repto fica lançado para que nos enviem alguns dos vossos trabalhos para as cadeiras do curso, para aqui serem editados e passarem a estar disponíveis para toda a comunidade estudantil, em vez de continuarem a ganhar pó nas nossas prateleiras. Para: eugeniokeiros@gmail.com

Imagine-se a estrada para Lisboa. Com um sentido único: a capital.
Arrastando-se por essa via, uma multidão esfaimada.
Nas bermas, a agonia e a putrefacção.
No ar, o cheiro do desespero, do medo e da morte.
Se o cenário não fosse dos séculos XVI e XVII aqui estaria certamente um grande tema para abrir os telejornais contemporâneos. A imagem de um Portugal esfomeado e desesperado a convergir para a sua capital ou, em alternativa, para a segunda cidade do país, o Porto. Destruindo por completo o quadro dourado dos melhores anos da nação, quando se consumava e confirmava a expansão marítima.
A sociedade fundava-se ainda numa lógica de “dependência pessoal” (1) que era terreno fácil onde podiam germinar problemas sociais agudos. A população portuguesa “vivia em domínios que eram senhorio directo do rei” e “uma grande fatia continuava nas mãos da grande aristocracia próxima da família real e nas ordens militares, à frente das quais se encontravam parentes muito próximos do monarca” (2).
Como destaca Aurélio de Oliveira (3), “mercê de circuntancialismos vários (uns endógenos, outros exógenos) a sociedade agrícola do Antigo Regime viveu, entre nós, num permanente equilíbrio de subsistências”, factor que, segundo o mesmo autor, “transmitiu uma instabilidade e ansiedade permanentes”.
Talvez se possa dizer que, a este nível, não houve qualquer ruptura entre os tempos medievais e os modernos, embora no primeiro período da nossa história a peste a fome – que normalmente surgem associadas – tivessem porventura provocado maiores razias populacionais, como aconteceu em 1371. “Morreu tanta gente de fome como nunca se tinha visto por essa razão (...), foram tantos os mortos que eram enterrados nos adros das igrejas quatro a quarto e seis a seis na mesma cova, encontravam-se os mortos pelas ruas...”, lê-se no “Livro da Noa” de Santa Cruz de Coimbra (4).
Definidas as fronteiras de Portugal, embora não de todo aliviada a pressão do vizinho castelhano, confirmava-se o que Vegécio tinha dito, ou seja, “mais cruel é a fome do que o ferro” (5). Impossíveis de contabilizar os números das vítimas da fome e da guerra mas certamente que a primeira leva vantagem sobre a segunda no campeonato das baixas. Ambas, porém, parecem andar sempre de mão dada.
Segundo o cadastro de 1527-1532, Portugal teria nessa época cerca de 280 mil fogos, a que corresponderiam entre um 1,1 e 1,4 milhões de pessoas. O Entre Douro e Minho parece ser a zona mais densamente povoada, seguido da Estremadura e de Trás-os-Montes (6). Duzentos anos depois, Portugal registava 459 mil fogos a que corresponderia uma população de 1,7 milhões de indivíduos (7). Não é difícil fazer estas contas: em dois séculos, a população residente em Portugal continental cresceu mas a um ritmo muito lento e provavelmente atravessandro períodos deficitários em termos demográficos, também influenciados por vagas de emigração para os novos territórios (ilhas atlânticas, sobretudo).
Não se pretende aqui aprofundar razões que expliquem este fraco crescimento populacional mas parece-nos evidente que as crises provocadas por fomes e pestes, quase sempre cruzadas, muito contribuíram para esta tendência.
Magalhães Basto, na sua “Nova Monografia do Porto”, junta à fome e à peste a questão da guerra, chamando-lhe a “pavorosa trilogia” a propósito do cenário que se viveu no burgo tripeiro em 1577. Aqui com a guerra claramente a definir uma cadeia de acontecimentos funestos.
Em Outubro de 1580, tropas do prior do Crato entram no Porto e seguiram-se 19 dias de vexames e violências. Os castelhanos de Sancho de Ávila chegaram a seguir e não se comportaram melhor. A peste, que já antes por muitas vezes tinha assaltado o burgo, instalou-se então de novo cá dentro e, juntando-se à fome, completou a pavorosa e inserapável trilogia: peste, fome e guerra.
Segundo fontes diversas (8), é possível estruturar uma cronologia desses períodos de carência alimentar e de caos social, numa linha quase ininterrupta de incidências funestas que entram em contradição com alguns relatos de grande prosperidade em diversas regiões do país, como de tal nos dá conta, por exemplo, Rui Fernandes, homem-bom de Lamego, quando considera a sua terra, em 1543, como a mais equilibrada de toda a...Espanha, classificando ainda o vale do Ave como terra “de muito pão e vinho”. O mesmo cenário de abundância é pintado por Duarte Nunes de Leão, na “Descripção do Reino de
Portugal”, em 1610. O que, aprioristicamente, pelo menos introduz neste tema um elemento contraditório ou talvez não. A falta de organização dos meios produtivos parece ter sempre prevalecido sobre as valências das terras e a excelência das suas culturas. Um problema estrutural do Portugal de sempre.
1504 e 1506. Cronista regista “centenas de morte no Alentejo” e a perdas de muitas cabeças de gado devido a um “estranho mal”. Uma praga de gafanhotos fez consideráveis estragos em Évora e Estremoz, obrigando a população “a alimentar-se de tordos e malvas”.

1507. No Porto, durante o mês de Junho, “sentiu-se falta de pão, o que levou o monarca a suspender a casa dos 160 moios que mandara levantar naquela cidade. Apesar de em dificuldades, ao Porto chega o pedido das Caldas de Rainha de 30 moios de trigo, centeio e milhos, assim como 400 galinhas. O pedido é feito pela rainha D. Leonor.
1508. A seca atingiu todo o país e são promovidas procissões pedindo água à Nossa Senhora. De Guimarães saem 500 alqueires de pão para diversos pontos do país.
1519. Uma grande trovoada atinge trás-os-montes, “arrancando casas e arrasando os campos”.
1521. Uma grande fome abala todo o reino e não poupa Espanha e o Norte de África. O alqueire de milho passou de 30 réis para 400 ou mais. 1531. Grande terramoto abala a nação. Morrem milhares de pessoas sobretudo na região de Lisboa. Segundo Serrão, modernos autores garantem “uma visão de tragédia que suplantou a de 1755”. A coroa é obrigada a importar cereais de Aragão, sobretudo para abastecer o Sul do País.
1532. A corte instala-se em Évora – onde permaneceu até 1536 – “devido à peste e às fomes que grassavam que atingiram o reino antes desse ano” (JVS).
1546. A fome atinge as Beiras e o Alentejo, fazendo acorrer à capital “muitos jovens que viviam do roubo e da vadiagem”.
1555. Falta o pão em Coimbra.
1561. Faltam cereais em Évora.
1569. Início da chamada “Peste Grande”, que durou até à Primavera seguinte.
1571. Grande seca na região de Évora.
1574. Escasseia o pão no Entre Douro e Minho. Porto e Coimbra vêem-se invadidas por multidões de esfomeados. Lisboa também.
1580. Dois estrangeiros que viajam por Portugal surpreendem-se com a pobreza da alimentação popular: sardinha salgada e pão escuro. “A riqueza ultramarina não chegava ao campo”, regista José Hermano Saraiva.
1581. Registos de fome em Lisboa, com cereais a serem importados.
1586. Abastecimento de pão e de carnes com graves deficiências na capital do reino.
1596. Primeiro mau ano agrícola de um total de quatro. A fome continua a oprimir o povo em 1597.
1598. Fazem-se diligências para trazer trigo da Alemanha porque “a fome continua a afligir as gentes do reino”. Foi uma fase tão dura que os caçadores e pescadores de Miranda, no extremo noroeste do país, são autorizados a transportarem produtos de Leão e Castela. Regista-se uma “grande mortande” nas Beiras.
1609. Ano estéril. O granizo arrasa o trigo alentejano.
1611. Praga de gafanhotos escurece o céu de Lisboa, dizimando os olivais de S. Bento. Um período de relativo corte nos problemas alimentares agrava-se devido a problemas com o abastecimento cerealífero internacional.
1614. Abundância de pão.
1615. Abundância de vinho. Faltaram vasos para a recolha do mosto e muitas cepas ficaram por vindimar, e as uvas à disposição de todos.
1618. Falta pão.
1620. Volta a faltar o pão.
1621. A capital reclama mais trigo.
1622. Grande fome em Lisboa. O Porto manda 84 moios de centeio. “Foi o mais tenebroso espectáculo de fome que nunca se viu” (9). Na região do Minho “os meses Abril-Maio, meses de soldadura, foram precedidos de uma autêntica praga de roubos, assaltos e agitação social. Pedinchice, vagabundagem e ladroagem, prenúncios de uma agitação social em toda a província, da qual resultou, aliás, um verdadeiro levantamento de esfomeados” (10)
1623. Ano abundante em trigo no Alentejo. Porém, Lisboa e quase todo o reino padeceu de grande fome. “Não havia trigo ou hortaliça em toda a cidade de Lisboa e termo”, relata-se.
1632. Cheias no Tejo destroem colheitas. “Valeu o pão de fora...”, segundo as crónicas.
1633. Apenas um ano depois de uma pequena crise, a coroa decide interromper a importação de cereal da Holanda por ter reservas plenas.
1635. Falta pão no Alentejo e nas Beiras.
1646. Grande abundância de produtos, sobretudo azeite, em Coimbra e Santarém. Seguem-se mais períodos de fartura (1663, 1670, 1681 e 1686). A situação agrícola agrava-se com a Guerra da Restauração.
1709. Grande penúria de cereais. Uma frota preparava-se para zarpar para o Brasil “e toda a gente queria embarcar nela” para fugir da fome (11).
1723. Nova crise de abastecimento de pão.
1738. Grande seca. Que se repete dois anos depois.

A cadência cronológica, que se admite escassa por limitação de fontes, dá-nos, certamente, uma ideia impressiva da pressão que marcou todo o séc. XVI relativamente a períodos de carência de bens alimentares. A primeira metade confirma estas dificuldades mas aí começam a revelar-se alguns sinais de recuperação, com a última metade do século a não registar muitos problemas resultantes de problemas alimentares que tocaram a população portuguesa. “A crise portuguesa traduz-se a diversos níveis, dos quais o mais evidente é, sem dúvida, o económico. Escasseiam os rendimentos, cresce a dificuldade dos povos em pagar as cargas tributárias” (12).
“Sempre é morto quem do arado há-viver”, conforme se lê in “A Romagem dos Agravados”, mantém, contudo, uma ideia estruturante destes tempos durante os quais, segundo José Hermano Saraiva, “a igreja era um caminho para fugir à miséria ou para a evitar”, numa sociedade articulada em três níveis ainda na opinião do mesmo autor: “senhores, lavradores e servidos”.
“Ao longo do Antigo Regime, o sentimento em relação aos pobres não foi sempre igual. Nos séculos XVI e XVII, a visão do pobre como objecto de caridade situava-o no percurso da salvação dos menos pobres ou ricos. Mas, simultaneamente, surgiu a crença de que a pobreza representava um quadro de vícios morais a extirpar, ganhando força esta ideia a partir de Quinhentos” (13).
É importante também procurar na moral uma explicação para um quadro generalizado de pobreza e miséria e o que atrás ficou escrito é, por isso, um pormenor que nos ajuda a perceber o sentimento de um povo e as razões da suas crises de falência, num período em que a esperança de vida rondaria os 30 anos (14).
Como já se disse atrás, as diversas pestes acompanharam os surtos de fome. O problema endémico é tão diverso que daria para um tratado médico. Desde a encefalite letárgica registada sobretudo em 1522 e 1523 a casos de tifo exantemático, passando pelo tabardilho, pela chamada modorra e pela difteria.
As crises seiscentistas são, indubitavelmente, crises de pobreza “que reflectem”, segundo Teresa Rodrigues, “a sucessão de adversidades e o declínio das condições de existência de certos grupos sociais, inseridos numa conjuntura muito mais ampla, de contornos internacionais”, numa lógica em que, nas palavras de Hermano Saraiva, “o país entendia que só a terra oferecia segurança”. Uma segurança comprovadamente falsa, porém campo para a construção de um imaginário colectivo e de uma marca cultural que Hermano Saraiva identifica na figura de “João da Morte” e Gil Vicente em Maria Parda, a famosa personagem vicentina que chora por causa da fome mas sobretudo pela escassez de vinho (15)

Knut Hamsum, prémio Nobel da Literatura, definiu a fome como algo que rói o peito num trabalho “silencioso e estranho, como se uns vinte insectosinhos frágeis inclinassem a cabeça para um lado e roessem um pouco, depois ficassem tranquilos por um momento e recomeçassem, abrissem caminho sem ruído, sem pressa, deixando espaços vazios por toda a parte onde passassem”.

Por Portugal, e pelos portugueses dos séculos XVI e XVII estes insectosinhos passaram certamente.
* Trabalho realizado para a cadeira de História Moderna de Portugal de que é docente Helena Oswald

Referências
1.Teresa Ferreira Rodrigues, “As Estruturas populacionais”, in “História de Portugal” vol. III, pág. 197
2.Teresa Ferreira Rodrigues, “As Estturuas populacionais”, in “História de Portugal” vol III, pág. 201
3. Aurélio de Oliveira, “A Fome e os Motins de 1602”, separata do vol. XLVI da Revista Cultural Bracara Augusta
6 . Teresa Ferreira Rodrigues, “As estruturas populacionais”, in “História de Portugal” vol. III, pág. 202
7. Maria Isabel Monteiro, “A População Portuguesa em 1732”, dissertação de mestrado.
8 . José Hermano Saraiva, “História de Portugal”; Joaquim Veríssimo Serrão, “História de Portugal, vol. III; “Aurélio de Oliveira”, “A Fome e os Motins de 1622”
9 . “Memorial de Pero Roiz Soares”, pág. 450
10 . Aurélio de Oliveira, “A Fome e os Motins de 1622”
11. Carta de José da Cunha Brochado, de 8 de Novembro de 1709.
12. Teresa Ferreira Rodrigues, “As estruturas populacionais”, in “História de Portugal” vol. III, pág. 212.
13. Elisabete Soares de Jesus, “Poder, Caridade e Honra: o Recolhimento do Anjo no Porto” (1672-1800), Porto, 2006
14. Teresa Ferreira Rodrigues, “As estruturas populacionais”, in “História de Portugal” vol. III
15. www.quimera-editores.com/catalogo/vicente/pdf/Maria¬_pdf

1º ENCONTRO G.A.P 2010 FREIXO DE NUMÃO/FOZ CÔA

O Grupo de Arqueologia do Porto está a organizar o seu 1º Encontro Arqueológico em Freixo De Numão/Foz Côa.
12,13,14 MARÇO.

Nesta viagem vais poder contar com: visitas a estações arqueológicas, uma conferência, actividades e muita festa.
Esta viagem tem como objectivo integrar e aproximar ainda mais os alunos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Contamos contigo nestes 3 dias: 12,13,14 de Março.
Viagem+Alimentação+Alojamento+Visitas
=50€ por pessoa.

AS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS!
A viagem é direccionada para todos os alunos da FLUP.

Podes obter mais informações em:
grupodearqueologiadoporto@hotmail.com
www.grupodearqueologiadoporto.blogspot.com
tlm: 916487992


Notas:
 A viagem só se realiza com o mínimo de 35 pessoas.
Número de vagas: 50 pessoas.
O G.A.P é um grupo autónomo sem fins lucrativos, que tem como principal actividade a divulgação da arqueologia na Cidade do Porto e Região Norte em geral.


Os melhores Cumprimentos

João Madureira
(Presidente do G.A.P).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ARQUEOLOGIA SUBURBANA

Numa recente prospecção com o João Madureira que acabou num bar de Angeiras à volta de um pratinho de polvo (o verdadeiro), deparamos com esta autêntica jóia da arqueologia (sub)urbana: uma bomba de mistura numa garagem de uma casa da freguesia matosinhense de Lavra. Já há quem sirva cerveja assim...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O 1.º FOTÓGRAFO DE GUERRA PORTUGUÊS


REVISTA AÇAFA Nº2 ONLINE.

LINK RAVISTA AÇAFA Nº2: -----> http://www.altotejo.org/acafa/default2010.asp

AINDA O PAÇO...



Ainda o Paço dos Duques de Bragança.
Uma imagem de uma das réplicas das famosas tapeçarias de Pastrana (tomada de Tânger) e uma outra das colunas dos fustes de mármore da capela Palatina, roubados do Palácio Çala-ben-Çala de Ceuta, em 1415.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

NOTA INFORMATIVA

Boa tarde caros colegas
Na última sexta-feira realizou-se uma reunião do Grupo de Arqueologia do Porto a fim de realizar uma breve planificação dos eventos a realizar neste novo semestre, discutir alguns pontos pendentes relativamente à visita de estudo/festa que se irá realizar proximamente em Freixo de Numão (da qual, em breve, serão publicadas todas as informações) mas principalmente para se delegar funções/cargos a alguns membros do GAP.
assim vos informamos dos orgãos que constituem o GAP:
Presidente: João Madureira
Vice Presidente: Eugénio Queiróz
Tesoureiro: Cláudia Arada
Departamento de Informação: Adrian Pérez
Departamento de Marketing: Inês Pereira
Departamento Cientifico: Ana Abrunhosa, Jorge Teixeira e André Serdoura
Departamento Universitário: Rita Pedro, Ana Pelaez, Bruno Peixoto e João Monteiro
Departamento de coordenação e meios técnicos: Nuno Sousa.
Aproveito a oportunidade para recordar, a quem estiver interessado, que as inscrições do GAP ainda estão em aberto. Apenas é necessário o preenchimento de uma folha de inscrição por nós fornecida, uma fotografia tipo "pass" e 5€.
Esperamos que este semestre seja próspero para todos e para o GAP.
Bom regresso às aulas! Qualquer dúvida podem expor por este mesmo blog ou falar directamente com membros do grupo.
Ah e bom restinho de Carnaval :)

PANÓPLIA


Eis parte da panóplia que pode ser vista no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães, onde estive a semana passada. Aqui se podem ver dois montantes, martelos e maças de armas, uma besta com arco de ferro, diversas lanças e piques, arcabuzes e parte e dois telizes.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Museu Nacional de Arqueologia

O Museu Nacional de Arqueologia




"Instituição centenária da Cultura Portuguesa"O actual Museu Nacional de Arqueologia (MNA) foi fundado em 1893 pelo Doutor José Leite de Vasconcelos.Em mais de um século de história este Museu constituiu-se na instituição de referência da Arqueologia Portuguesa, com correspondência regular com museus, universidades e centros de investigação em todo o Mundo.
Mais informações em: http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/

Comic Zone.

Comic Zone.

Número 6 de (2009) de la Revista Electrónica Arqueología y Territorio

On 2/9/10, Francisco Contreras wrote:

Acaba de aparecer el número 6 (2009) de la revista electrónica
Arqueología y Territorio editada por el Departamento de Prehistoria y
Arqueología de la Universidad de Granada (España). Recoge los trabajos
de investigación de Master y Tesis que han obtenido una buena
calificación a lo largo del curso 2008-2009. Los artículos están en pdf
y se pueden descargar en la siguiente dirección:

http://www.ugr.es/~arqueologyterritorio/

Prof. Francisco Contreras Cortés
Departamento de Prehistoria y Arqueología
Facultad de Filosofía y Letras
Universidad de Granada
18071 Granada

e-mail: fccortes@ugr.es
Tf.: 958-243613

UM MERGULHO NO PASSADO: HISTÓRIA MARÍTIMA E ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA

17 de Fevereiro, pelas 14H 30, terá lugar a seguinte conferência, de iniciativa da APEC, no Instituto Justiça e Paz, em Coimbra.
NO PASSADO: HISTÓRIA MARÍTIMA E ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA

Será conferencista o Doutor Vasco Gil Mantas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mação tem Associação Científica

Associação Instituto Terra e Memória – Centro de Estudos Europeus de Mação


Mação tem Associação Científica


Nasceu ontem, em Mação, a Associação “Instituto Terra e Memória – Centro de Estudos Superiores de Mação”.

Esta é uma Associação Científica sem fins lucrativos que tem como sócios-fundadores a Câmara Municipal de Mação (CMM), o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), o Centro Europeu de Investigação da Pré-História do Alto Ribatejo (CEIPHAR) e o Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR).

A cerimónia de Escritura Pública de constituição da nova Associação teve lugar na Câmara Municipal de Mação. A representar as quatro entidades fundadoras estiveram Saldanha Rocha (Presidente da Câmara Municipal de Mação), António Pires da Silva (Presidente do Instituto Politécnico de Tomar), José da Silva Gomes (CIAAR) e Luiz Oosterbeek (CEIPHAR).

O objectivo da sua constituição baseia-se na promoção da investigação, da formação pós-graduada e da formação profissional avançada nos domínios da arqueologia e da gestão do património cultural no seu contexto territorial, bem como na valorização do património no âmbito do desenvolvimento sustentável.

Neste sentido, o ITM poderá organizar cursos, seminários, conferências, reuniões e publicações, bem como participar em projectos de parceria que visem objectivos convergentes com os seus. Às entidades fundadoras podem agora juntar-se instituições, académicas ou outras, nacionais ou internacionais, que prossigam objectivos convergentes com os do ITM.

Refira-se que o Instituto Terra e Memória – Centro de Estudos Superiores de Mação situa-se nas instalações da antiga Escola Primária de Mação e é um espaço disponibilizado pela Câmara Municipal de Mação, que foi inaugurado em Maio de 2007. Desde então tem sido um pólo de referência no mundo da investigação da Arqueologia e Arte Rupestre. Dezenas de estudantes de todo o Mundo desenvolvem, neste momento, os seus trabalhos científicos nos laboratórios do ITM, em Mação, sobretudo no âmbito do Mestrado em Pré-História e Arte Rupestre e Doutoramento em Quaternário, Materiais e Cultura.

O ITM é ainda o espaço onde estes investigadores se reúnem habitualmente para conversar e conviver (Espaço Mundus) e acolhe várias exposições temáticas resultantes dos trabalhos de investigação. Quem também tem residência fixa no Instituto Terra e Memória é o Andakatu, o famoso Homem da Pré-História que ensina a Pré-História e a Arqueologia aos mais pequenos, com recurso a ateliers de experimentação, num interessantíssimo projecto lúdico-educativo do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, de Mação.

A constituição da nova Associação vem dar um novo impulso a todo o importante trabalho que já se realiza no ITM, reforçando parcerias entre instituições portuguesas e de todo o Mundo, abrindo simultaneamente portas a novos e interessantes projectos das áreas científicas que envolve.

S. SALVADOR DO MONTE








Sepulturas rupestres de S. Salvador do Monte (Amarante) e a imagem central do que é ainda hoje um santuário a que o povo acorre anualmente em procissão, subindo a íngreme ladeira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aqui nasceu Portvgal!









         
  Aqui Nasceu Portvgal!
  Guimarães em 2010, tudo o que se passa em Guimarães (ou grande parte) está ligado ao seu passado Histórico, a figura de afirmação vista quase como um pai da terra e acima de tudo um pai da pátria do nosso mui nobre Portvgal. Estou a falar sem dúvida alguma da sua Alteza o Rei D. Afonso Henriques.
A vida desta cidade outrora pacata, e algumas vezes eleita como cenário de batalhas e cercos, é agora dividida numa panóplia de movimentos e deslocações humanas, o comércio invade as ruas, dando lugar aos pequenos souvenirs reais de invocação aos tempos da Monarquia Portuguesa e aos nossos antepassados conquistadores.
O passado quase esquecido das gentes que outrora elevaram Portugal em toda a sua grandeza, aclamando aquilo que agora podemos dizer que é nosso, resume-se a um fraco investimento no património, um desleixe quase fatal e ao mesmo tempo escuro e mal aproveitado daquilo que é a nossa identidade.
Por incrível que pareça o castelo de Guimarães já serviu para protecção, habitação, palheiro, cadeia e até já teve um dono particular.
Neste momento encontra-se bem conservado, mas escuro, sombrio e despido e vazio para os milhares de visitantes que por lá passam todos os anos.
É triste que um local ícone como este esteja tão pobre, e que após uma visita se sinta um vazio que da lugar a imaginação.
Será a falta de criatividade das tutelas? Será falta de dinheiro? Ou será falta de uma estratégia de Marketing?
O marketing de património área a qual tenho dado alguns passos nos últimos anos, carece em Portvgal.
Portvgal pode e deve viver um pouco mais da sua riqueza e esquecer aquilo que vem de fora, podem achar que este é um pensamento nacionalista, e de certa forma é mas também é um pensamento de inovação e conhecimento, de atractividade e bom funcionamento daquilo que pode ser mais bonito de visitar.


                                                                               

Construção de residência universitária revela a muralha mais antiga do Porto

Os vestígios vão ser preservados no local, incorporando o projeto de uma residência universitária que deverá estar pronta dentro de dois anos.
“Sabíamos que existia ocupação deste período, mas nunca tínhamos encontrado nenhuma estrutura. É uma muralha castreja, da idade do Ferro. Segundo os especialistas, será do século II antes de Cristo”, explicou à Lusa Vítor Fonseca, da empresa Arqueologia e Património, responsável pelos trabalhos arqueológicos da obra da empresa Novopca no morro da .
À custa desta e de outras descobertas, o projeto de arquitetura foi revisto quatro vezes: das 150 camas inicialmente previstas, apenas vão ser instaladas 140, e aos cinco mil metros quadrados de construção somaram-se mais dois mil, porque as escavações deixaram a descoberto o piso -1 do edifício.
“Os custos aumentaram e a rentabilidade diminuiu. Mas temos a noção de que estes achados têm de ser mantidos. É uma articulação complicada. Por um lado valorizam o edifício, por outro condicionam”, descreve Patrícia Santos, da Novopca.
Este é um dos casos em que a importância da descoberta obriga à sua musealização, ajustando o projeto sem destruir a estrutura e permitindo a sua fruição pública, explica Belém Campos Paiva, arqueóloga da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).
A entidade, tutelada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), é responsável por acompanhar de perto os trabalhos no centro histórico portuense.
E não tem tido mãos a medir: desde que a SRU foi constituída, em 2004, já foram feitas intervenções em cerca de 200 prédios (150 através de contratos e cerca de 40 através de parcerias que incluem os quarteirões de Carlos Alberto, Corpo da Guarda, Cardosas ou Morro da Sé), revelou à Lusa Rui Quelhas, administrador executivo da Porto Vivo.
Na DRC Norte, tanta intervenção obrigou a um trabalho acrescido e à criação de uma “linha verde, com mais reuniões e marcadas em menos tempo”, admite a diretora Paula Silva.
“Foram encontradas muitas coisas, muito interessantes, porque o Porto é uma cidade sobreposta, é um sítio com muita história”, acrescenta.
Dependendo da avaliação feita pela tutela aos vestígios encontrados, eles podem ser transferidos para museus ou pode criar-se uma espécie de memorial no local.
“No caso das estruturas (muros, alicerces, lageados), sempre que o projeto permite opta-se por não desmontá-las. Depois dos registos, é colocada uma proteção, e a obra prossegue como planeado. Caso a importância patrimonial o justifique, pode optar-se por deixar uma memória visível ou contar a história do lugar criando um espaço adequado”, descreve Belém Campos Paiva.
A preservação pelo registo é outra das hipóteses, esclarece João Pedro Cunha Ribeiro, subdiretor do IGESPAR.
“A lei do património exige, como princípio único, a preservação pelo registo. Muitas vezes, o material encontrado é volátil e não exige preservação no local. Os achados podem não ter a monumentalidade que exija a sua musealização e, nesses casos, fica o seu registo”, nota.

Por Agência Lusa, Publicado em 08 de Fevereiro de 2010  |  Actualizado há 10 horas

CARLOS ABREU AMORIM NA FLUP


Falei hoje com Carlos Abreu Amorim e este aceitou o convite do GAP para estar, em Março, na FLUP para uma conferência informal sobre Direito Romano. O professor de Direito e comentador político desde já alerta que não é um especialista na matéria mas não é propriamente de especialistas que estamos "necessitados" mas sim de alguém que não sofra dessa miopia endémica da especialização. Confirma-se também que em Março/Abril teremos na FLUP a jornalista Cristina Aguiar, que nos virá falar de Mitologias Nórdicas, ou não seja também uma das grandes "autoridades" portuguesas em matérias esotéricas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

III Congresso Ibérico de Paleontologia XXVI Jornadas da Sociedad Española de Paleontología

Departamento de Geologia

Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa


XVII Jornadas Paleo Lx - Logotipo Rudi 02.jpg

III Congresso Ibérico de Paleontologia
XXVI Jornadas da Sociedad Española de Paleontología

7 a 10 de Julho de 2010

Convite à participação no encontro:

Organizado pelo Departamento de Geologia da FCUL, em colaboração com o Departamento de Geodinámica y Paleontología da Universidade de Huelva, do Departamento de Ciencias de la Tierra da Universidade de Saragoça e a Sociedad Española de Paleontología, o III Congresso Ibérico de Paleontologia / XXVI Jornadas de la Sociedad Española de Paleontología realizar-se-à em Lisboa, de 7 a 10 de Julho de 2010, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Convidamos cordialmente todos os colegas e demais interessados em temas
paleontológicos a participar neste encontro.




Mais informações e primeira circular em:


Alijó- Arqueologia Ganha nova página na Internet!




Alijó - Arqueologia ganha nova página na internet

O Município de Alijó deu mais um passo em frente na divulgação do património histórico/arqueológico, com a colocação “on-line” da nova página de arqueologia na Internet. Oficialmente criada em Abril de 2007, esta nova versão é uma forte aposta nas novas tecnologias de informação e…

…comunicação, tendo como princípio a ideia base que todas as comunidades possuem os seus monumentos de referência e que todos temos que contribuir activamente para a protecção e divulgação desses arqueossítios, de modo a despertar a atenção para as paisagens culturais e para os monumentos que se encontram inseridos na natureza.

Com uma forte vertente didáctica e iconográfica, esta página disponibiliza diversos conteúdos referentes ao património arqueológico do Município de Alijó, recorrendo para isso a textos ilustrados de forma a melhor dar a conhecer por exemplo os diversos períodos históricos, com a possibilidade de pesquisar todos os sítios arqueológicos inventariados neste concelho, assim como, obter uma breve explicação acerca dos mesmos. É sugerida uma viagem no tempo, através da galeria de imagens e dos 17 roteiros disponibilizados on-line através do software Google Earth. Para tal basta ter instalado este software gratuito e aceder à respectiva página.

Ainda é possível consultar a legislação que estabelece as bases da política da protecção e valorização do património cultural ou a bibliografia arqueológica referente a este concelho entre outros tópicos (Notícias; Enquadramento geográfico; Resenha histórica; Monumentos com Protecção Legal; Agenda Cultural Municipal e FAQs - Perguntas Frequentes).

O Município de Alijó deseja-lhe desta forma uma nova viagem pelo conhecimento passado histórico e arqueológico concelhio em (www.cm-alijo.pt/arqueologia).
 IN: archport

Ora aqui está no meu ponto de vista um belo exemplo para a dinamização da arqueologia.
Uma aposta forte no Marketing cibernético, para atrair visitantes a Alijó.
Deveria servir de exemplo para muitas outras localidades.

VI Simpósio sobre Mineração e Metalurgia Históricas no Sudoeste Europeu.

    De 18 a 20 de Junho próximo, vai realizar-se, em Vila Velha de Ródão, o  VI Simpósio sobre Mineração e Metalurgia Históricas no Sudoeste Europeu.     Todas as informações podem ser colhidas no endereço oficial do simpósio:
http://sites.google.com/site/mineracaoemetalurgia2010/

Seminário Internacional e Ateliê de Arqueologia Experimental A Olaria Romana

Seminário Internacional e Ateliê de Arqueologia Experimental
A Olaria Romana

Até 7 de Fevereiro: candidaturas à apresentação de propostas de comunicação ou de poster
[inscrição gratuita para as propostas que venham a ser integradas no programa]

Até 10 de Fevereiro: inscrições para participação simples
[redução de 50 % para sócios do CAA, estudantes, professores, desempregados e reformados]



Informam-se os(as) interessados(as) de que ainda é possível aceitar candidaturas à apresentação de comunicações ou de posters no Seminário em causa, organizado pela Câmara Municipal do Seixal, através do respectivo Ecomuseu, entre 17 e 20 de Fevereiro próximos (programa e ficha de inscrição em anexo).
O evento tem a colaboração da UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e do Centro de Arqueologia de Almada, encerrando as actividades complementares da exposição “Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo (Corroios / Seixal)”, patente no Museu Nacional de Arqueologia de Março de 2009 a Fevereiro de 2010.
No essencial, com a presença de especialistas portugueses e de outros países europeus, pretende-se divulgar e debater problemáticas relacionadas com a actividade oleira em Época Romana, atendendo em particular à organização espacial e funcional das olarias, à arquitectura e modo de funcionamento dos fornos e às respectivas produções cerâmicas.
O programa integra ainda um Ateliê de Arqueologia Experimental, que funcionará junto da olaria romana da Quinta do Rouxinol (Corroios), e onde será possível observar a execução de réplicas de cerâmicas romanas, bem como o respectivo processo de cozedura em forno construído no local, tendo por modelo um dos fornos romanos aí preservados e a investigação arqueológica e etnográfica que sobre ele incidiu.

Pelas possibilidades que abre à partilha com especialistas nacionais e estrangeiros e pela criação de condições experimentais únicas e dificilmente repetíveis, esta é uma oportunidade a não perder.

Para mais informações, contactar o Ecomuseu Municipal do Seixal (ver abaixo) ou o Centro de Arqueologia de Almada (tel. / fax: 212 766 975; e-mail: secretariado@caa.org.pt).

Curso Livre de Cerâmica Islâmica do al-Ândalus







Curso Livre de Cerâmica Islâmica do al-Ândalus
Orientado por: Professora Doutora Susana Gómez Martínez
Organização: Campo Arqueológico de Mértola
Duração: 21 horas
Progama:
Valor da Inscrição: 75?
Cheque em nome de Campo Arqueológico de Mértola ou transferência bancária (Caixa Geral de Depósitos NIB 00350459000058423095 ? Indicar ?Inscrição Curso de Cerâmica?).

Envio de inscrições
Por correio: Campo Arqueológico de Mértola ? Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo
Rua Dr. António José de Almeida 1-3
7750-353 Mértola

A ARQUEOLOGIA DA ARQUEOLOGIA

Esta imagem de José Leite de Vasconcelos a dormitar num comboio, provavelmente obtida por Manuel Heleno, é uma das muitas da monumental fotobiografia sobre o grande humanista, lançada em 2008 pela Verbo, com o patrocínio do Ministério da Cultura. "Com Leite de Vasconcelos extinguiu-se entre nós certa espécie de homens de saber, produto em larga parte de um ambiente de tranquilidade e de amadurecimento intelectual que os nossos dias não voltarão a conhecer", disse Orlando Ribeiro a propósito do Mestre. Não quero acreditar que assim seja. Embora a história da arqueologia esteja longe de ser a mais popular das disciplinas leccionadas nas nossas faculdades, gosto de pensar que esta espécie especial de Homens Grandes não desapareceu. Julgo mesmo conhecer alguns, embora afogados pela velocidade do tempo e erodidos por missões secundárias. Homens que raramente podem fazer o que fazia Vasconcelos: sonhar o conhecimento calmamente num comboio que adentrava este país. Fica a sugestão. Se puderem, percorram as 320 páginas da fotobiografia de José Leite de Vasconcelos (1858-1941).


Entretanto, retirei esta informação do boletim de amigos do Museu Nacional de Arqueologia (fundado por JLV):
Em 2010 irá dar-se início ao projecto de tratamento do Arquivo Pessoal de Manuel Heleno que visa promover a preservação, inventariação, identificação de conteúdos e disponibilização on-line desta colecção documental inédita do MNA, de especial relevância, pois nela está registada toda a informação respeitante à escavação dos sítios, desde a sua geomorfologia às observações de carácter estratigráfico, às associações de artefactos, apresentando plantas, cortes e alçados, em suma, as observações necessárias à contextualização dos materiais arqueológicos. Este acervo é constituído por cerca de 4121 espécies epistolares de 860 autores, 331 cadernos de campo, 17 relatórios de escavações e 127 envelopes de apontamentos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010